Fiz uma atualização dos álbuns de imagens que mantenho no Picasa, para a inclusão de 178 novos registros de membros da família Wanderley. O total de registros é, agora, de 1.150, assim distribuídos:
- Registros Wanderley I http://picasaweb.google.com/irwanderley/RegistrosWanderleyI: 500 registros;
- Registros Wanderley II http://picasaweb.google.com/irwanderley/RegistrosWanderleyII: 500 registros;
- Registros Wanderley III http://picasaweb.google.com/irwanderley/RegistrosWanderleyIII: 154 registros.
Os registros em geral podem ser examinados diretamente a partir dos álbuns ou seletivamente a partir do link http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/FontesFamiliaWanderley.htm, mediante o uso do recurso de busca do próprio navegador.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Seria o Caspar da Curlândia o Ancestral da Família Wanderley Brasileira?
Acabo de concluir a preparação de um ensaio intitulado Seria o Caspar von Neuhoff von der Ley da Curlândia o Ancestral da Família Wanderley Brasileira?, no qual procuro demonstrar que a atribuição da ascendência da família Wanderley brasileira ao Caspar von Neuhoff von der Ley da Curlândia é um equívoco. A versão em português do ensaio está disponível na internet no endereço:
http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/CasparvanderLey_Curlandia_por.pdf
e a versão em inglês em:
http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/CasparvanderLey_Curlandia.pdf
http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/CasparvanderLey_Curlandia_por.pdf
e a versão em inglês em:
http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/CasparvanderLey_Curlandia.pdf
sábado, 11 de setembro de 2010
O Rei da Córsega Theodor von Neuhoff von der Ley e o Entrelaçamento dos Sangues Neuhoff-Ley e Córsico no Brasil
Na Vila de São Francisco das Chagas da Barra do Rio Grande, hoje, simplesmente, Barra, localizada no centro-oeste do estado brasileiro da Bahia, floresceu um dos mais importantes ramos da família Wanderley brasileira. O seu membro fundador, Capitão-Mor João Maurício Wanderley, ali chegou por volta de 1792 com, apenas, quinze anos de idade. Àquela época a Vila da Barra pertencia à Província de Pernambuco.
Em 1808, João Maurício Wanderley casou com Francisca Antonia do Livramento e desse casamento nasceu, em 1815, o mais importante membro que a família Wanderley brasileira produziu, o homônino do pai, João Maurício Wanderley, Barão de Cotegipe.
Em 1817, o Capitão-Mor João Maurício Wanderley perde a sua primeira esposa. Casa-se, então, em 1818, com Maria Mariani, neta do imigrante córsico Antonio Tomei Mariani. Esse casamento, além da relevância pela ampla e importante descendência que gerou, remete a um curioso evento histórico em função do entrelaçamento de um descendente da família nobre alemã von Neuhoff van der Ley com uma descendente da família córsica Mariani.
Esse curioso evento histórico e a sua relação com o casamento do Capitão-Mor João Maurício Wanderley e Maria Mariani são o objeto de um ensaio que escrevi, intitulado O Entrelaçamento dos Sangues Neuhoff-Ley e Córsico no Brasil, o qual está disponível na internet em:
http://www.irwanderley.eng.br/WanderleyOrkut/SanguesNeuhoffLeyCorso.pdf
A versão em inglês do ensaio também está disponível na internet em:
http://www.irwanderley.eng.br/WanderleyOrkut/SanguesNeuhoffLeyCorsoing.pdf
Em 1808, João Maurício Wanderley casou com Francisca Antonia do Livramento e desse casamento nasceu, em 1815, o mais importante membro que a família Wanderley brasileira produziu, o homônino do pai, João Maurício Wanderley, Barão de Cotegipe.
Em 1817, o Capitão-Mor João Maurício Wanderley perde a sua primeira esposa. Casa-se, então, em 1818, com Maria Mariani, neta do imigrante córsico Antonio Tomei Mariani. Esse casamento, além da relevância pela ampla e importante descendência que gerou, remete a um curioso evento histórico em função do entrelaçamento de um descendente da família nobre alemã von Neuhoff van der Ley com uma descendente da família córsica Mariani.
Esse curioso evento histórico e a sua relação com o casamento do Capitão-Mor João Maurício Wanderley e Maria Mariani são o objeto de um ensaio que escrevi, intitulado O Entrelaçamento dos Sangues Neuhoff-Ley e Córsico no Brasil, o qual está disponível na internet em:
http://www.irwanderley.eng.br/WanderleyOrkut/SanguesNeuhoffLeyCorso.pdf
A versão em inglês do ensaio também está disponível na internet em:
http://www.irwanderley.eng.br/WanderleyOrkut/SanguesNeuhoffLeyCorsoing.pdf
Genealogia de Caspar von Neuhoff van der Ley
Gaspar von Neuhoff van der Ley chegou ao Brasil por volta de 1630 como capitão das tropas de cavalaria da WIC - Companhia das Índias Ocidentais na expedição que estabeleceu o domínio holandês do Brasil [1] no período 1630 a 1654. Serviu à WIC em vários postos militares e administrativos e, após a restauração portuguesa, permaneceu no Brasil junto com a família que resultou do seu casamento com a luso-brasileira Maria de Mello.
Essa família original formada por Gaspar van der Ley deu origem à grande família Wanderley brasileira, que hoje ocupa quase todos os estados da nação e sua descendência, conforme observa Mello [2], “timbrou em usar o nome exótico do ascendente alemão”.
Não obstante o trabalho competente de historiadores e intelectuais que se dedicaram ao estudo da história do Brasil Holandês e que por serem, alguns, descendentes de Gaspar van der Ley, certamente, contemplaram em seus estudos a busca da sua origem, o fato é que, passados mais de três séculos e meio, não se conseguiu desvendar de forma cabal o mistério que envolve o ancestral da família Wanderley.
O grande historiador brasileiro prof. José Antônio Gonsalves de Mello, um dos estudiosos que se dedicou a esse assunto, registrou, assim, a necessidade de se conhecer melhor Gaspar [3]: “O holandês que casou com uma pernambucana fidalga e cuja família dominou engenhos e cidades inteiras no sul de Pernambuco está a exigir um estudo minucioso não só sobre a sua própria pessoa, como também sobre os seus descendentes.” Gonsalves de Mello chegou, inclusive, a anunciar a publicação de um estudo sobre Gaspar van der Ley [4], mas, infelizmente, morreu sem trazer à luz as informações que pretendia [5].
Do mesmo modo, Gilberto Freyre assim se manifesta sobre a questão [6]: “Se há estudo que hoje tente um pesquisador é o estudo antropológico desses antigos senhores de Serinhaém e Rio Formoso - dos restos da grande família de homens chamados Gaspar e João Maurício, - em honra a Gaspar Wanderley e João Maurício de Nassau - que até hoje guardam não só esses nomes tradicionais como, vários deles, o tipo nórdico, do século XVII.”
A partir de um trabalho de pesquisa realizado por Robert Czoelner, pesquisador alemão que estuda a família Neuhoff Ley há mais de vinte anos, foi encontrado um indivíduo muito promissor para ser o Gaspar van der Ley do Brasil. Não há, todavia, ainda, comprovação documental cabal de que o indivíduo promissor encontrado seja o Gaspar van der Ley brasileiro. Para descrever a descoberta, preparei um ensaio intitulado GENEALOGIA DE GASPAR VON NEUHOFF VAN DER LEY, o qual está disponível na internet em:
http://www.irwanderley.eng.br/WanderleyOrkut/GenealogiaGasparvanderLey.pdf
Uma versão do ensaio em inglês está disponível na internet em:
http://www.irwanderley.eng.br/WanderleyOrkut/GenealogiaGasparvanderLeyRev_ing.pdf
____________________________________
[1] Para informações sobre a participação de Gaspar van der Ley nas batalhas da ocupação holandesa ver: NIEUHOF, J. Memorável Viagem Marítima e Terrestre ao Brasil, Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1981; DE LAET, I., História dos Anais ou Feitos da Companhia Privilegiada das Índias Ocidentais, Desde o Começo até o Fim do Ano de 1634, em Memórias Diárias da Guerra do Brasil, Duarte de Albuquerque, São Paulo: Beca, 2003; BARLEUS, G. História dos Feitos recentemente Praticados Durante Oito Anos no Brasil em Memórias Diárias da Guerra do Brasil etc (ver acima); VARNHAGEN, F. A. em História das Lutas Com Os Holandeses no Brasil Desde 1624 a 1654, 2ª edição, Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 2002
[2] MELLO, E. C., O Nome e o Sangue, pag. 223, Topbooks Editora e Distribuidora de Livros Ltda., 2ª edição, Rio de Janeiro: 2000
[3] MELLO, J. A. G., Tempo dos Flamengos, pag. 146-147, Topbooks Editora e Distribuidora de Livros Ltda., 4ª edição, Rio de Janeiro, 2001
[4] ibidem, pag. 147, nota 46
[5] Ghio, E. A., Correspondência com o autor, datada de 1 de setembro de 2010: “Segundo informações que recolhemos em PE, o historiador José Antônio Gonsalves de Mello Neto não deixou de cumprir sua promessa. Segundo informes que ouvimos diretamente dos seus parentes, ele repassou o que sabia e tinha levantado, para um aluno seu, de nome Joseph Moonem, que escreveu, a monografia Gaspar Wanderley no Brasil”.
N.A.: A monografia acima citada, cujas referências bibliográficas são: MOONEN, F. J. M., Gaspar van der Ley no Brasil, Monografia nº 5, Instituto de Ciências do Homem, UFPE, Imprensa Universitária, Recife: 1968, está disponível na internet em:
http://www.irwanderley.eng.br/Gaspar_Historia/Monografia_Moonen.pdf, e uma versão em inglês também está disponível na internet em:
http://www.irwanderley.eng.br/Gaspar_Historia/Monografia_Moonen_ing.pdf
[6] FREYRE, G., Prefácio a Memórias de Um Senhor de Engenho, de BELLO, J., 2ª edição, Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro: 1948
Essa família original formada por Gaspar van der Ley deu origem à grande família Wanderley brasileira, que hoje ocupa quase todos os estados da nação e sua descendência, conforme observa Mello [2], “timbrou em usar o nome exótico do ascendente alemão”.
Não obstante o trabalho competente de historiadores e intelectuais que se dedicaram ao estudo da história do Brasil Holandês e que por serem, alguns, descendentes de Gaspar van der Ley, certamente, contemplaram em seus estudos a busca da sua origem, o fato é que, passados mais de três séculos e meio, não se conseguiu desvendar de forma cabal o mistério que envolve o ancestral da família Wanderley.
O grande historiador brasileiro prof. José Antônio Gonsalves de Mello, um dos estudiosos que se dedicou a esse assunto, registrou, assim, a necessidade de se conhecer melhor Gaspar [3]: “O holandês que casou com uma pernambucana fidalga e cuja família dominou engenhos e cidades inteiras no sul de Pernambuco está a exigir um estudo minucioso não só sobre a sua própria pessoa, como também sobre os seus descendentes.” Gonsalves de Mello chegou, inclusive, a anunciar a publicação de um estudo sobre Gaspar van der Ley [4], mas, infelizmente, morreu sem trazer à luz as informações que pretendia [5].
Do mesmo modo, Gilberto Freyre assim se manifesta sobre a questão [6]: “Se há estudo que hoje tente um pesquisador é o estudo antropológico desses antigos senhores de Serinhaém e Rio Formoso - dos restos da grande família de homens chamados Gaspar e João Maurício, - em honra a Gaspar Wanderley e João Maurício de Nassau - que até hoje guardam não só esses nomes tradicionais como, vários deles, o tipo nórdico, do século XVII.”
A partir de um trabalho de pesquisa realizado por Robert Czoelner, pesquisador alemão que estuda a família Neuhoff Ley há mais de vinte anos, foi encontrado um indivíduo muito promissor para ser o Gaspar van der Ley do Brasil. Não há, todavia, ainda, comprovação documental cabal de que o indivíduo promissor encontrado seja o Gaspar van der Ley brasileiro. Para descrever a descoberta, preparei um ensaio intitulado GENEALOGIA DE GASPAR VON NEUHOFF VAN DER LEY, o qual está disponível na internet em:
http://www.irwanderley.eng.br/WanderleyOrkut/GenealogiaGasparvanderLey.pdf
Uma versão do ensaio em inglês está disponível na internet em:
http://www.irwanderley.eng.br/WanderleyOrkut/GenealogiaGasparvanderLeyRev_ing.pdf
____________________________________
[1] Para informações sobre a participação de Gaspar van der Ley nas batalhas da ocupação holandesa ver: NIEUHOF, J. Memorável Viagem Marítima e Terrestre ao Brasil, Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1981; DE LAET, I., História dos Anais ou Feitos da Companhia Privilegiada das Índias Ocidentais, Desde o Começo até o Fim do Ano de 1634, em Memórias Diárias da Guerra do Brasil, Duarte de Albuquerque, São Paulo: Beca, 2003; BARLEUS, G. História dos Feitos recentemente Praticados Durante Oito Anos no Brasil em Memórias Diárias da Guerra do Brasil etc (ver acima); VARNHAGEN, F. A. em História das Lutas Com Os Holandeses no Brasil Desde 1624 a 1654, 2ª edição, Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 2002
[2] MELLO, E. C., O Nome e o Sangue, pag. 223, Topbooks Editora e Distribuidora de Livros Ltda., 2ª edição, Rio de Janeiro: 2000
[3] MELLO, J. A. G., Tempo dos Flamengos, pag. 146-147, Topbooks Editora e Distribuidora de Livros Ltda., 4ª edição, Rio de Janeiro, 2001
[4] ibidem, pag. 147, nota 46
[5] Ghio, E. A., Correspondência com o autor, datada de 1 de setembro de 2010: “Segundo informações que recolhemos em PE, o historiador José Antônio Gonsalves de Mello Neto não deixou de cumprir sua promessa. Segundo informes que ouvimos diretamente dos seus parentes, ele repassou o que sabia e tinha levantado, para um aluno seu, de nome Joseph Moonem, que escreveu, a monografia Gaspar Wanderley no Brasil”.
N.A.: A monografia acima citada, cujas referências bibliográficas são: MOONEN, F. J. M., Gaspar van der Ley no Brasil, Monografia nº 5, Instituto de Ciências do Homem, UFPE, Imprensa Universitária, Recife: 1968, está disponível na internet em:
http://www.irwanderley.eng.br/Gaspar_Historia/Monografia_Moonen.pdf, e uma versão em inglês também está disponível na internet em:
http://www.irwanderley.eng.br/Gaspar_Historia/Monografia_Moonen_ing.pdf
[6] FREYRE, G., Prefácio a Memórias de Um Senhor de Engenho, de BELLO, J., 2ª edição, Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro: 1948
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Jan Hendrick Jarichs van der Ley - O Lendário Ancestral da Família Wanderley Brasileira
Acabo de concluir a preparação de um ensaio intitulado Jan Hendrick Jarichs van der Ley - O Lendário Ancestral da Família Wanderley Brasileira, no qual procuro demonstrar que a atribuição da ascendência da família Wanderley brasileira a Jan Hendrick Jarichs van der Ley não contém as evidências necessárias para suportá-la e, portanto, é, tão somente, uma lenda. A versão em português do ensaio está disponível na internet no endereço:
http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/JanHendrickJarichsvanderLeyLendario_porRev1.pdf
e a versão em inglês em:
http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/JanHendrickJarichsvanderLeyLendario_ingRev1.pdf
http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/JanHendrickJarichsvanderLeyLendario_porRev1.pdf
e a versão em inglês em:
http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/JanHendrickJarichsvanderLeyLendario_ingRev1.pdf
terça-feira, 6 de julho de 2010
Genealogia da Família Wanderley
Fiz uma nova atualização no site onde aparesento os resultados das pesquisas que venho realizando sobre a genealogia da família Wanderley. Foram atualizadas:
- a árvore genealógica que é apresentada no site http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/familiawanderley.htm;
- o álbum de cópias de registros paroquiais e civis de membros cobertos na pesquisa, criado no Picasa com o título Registros Wanderley II, ao qual foram acrescentados mais de cem novos registros, cujo endereço é http://picasaweb.google.com.br/irwanderley/RegistrosWanderleyII?feat=directlink;
- a lista de fontes e referências genealógicas, ampliada em mais de 300 fontes primárias, apresentada no site http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/FontesFamiliaWanderley.htm, na qual há links para as imagens dos registros reunidos no álbum do Picasa acima.
- a árvore genealógica que é apresentada no site http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/familiawanderley.htm;
- o álbum de cópias de registros paroquiais e civis de membros cobertos na pesquisa, criado no Picasa com o título Registros Wanderley II, ao qual foram acrescentados mais de cem novos registros, cujo endereço é http://picasaweb.google.com.br/irwanderley/RegistrosWanderleyII?feat=directlink;
- a lista de fontes e referências genealógicas, ampliada em mais de 300 fontes primárias, apresentada no site http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/FontesFamiliaWanderley.htm, na qual há links para as imagens dos registros reunidos no álbum do Picasa acima.
sábado, 27 de março de 2010
Genealogia da Família Wanderley
Acabo de atualizar os sites onde aparesento os resultados das pesquisas que venho realizando sobre a genealogia da família Wanderley. Foram atualizadas:
- a árvore genealógica que é apresentada no site http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/familiawanderley.htm;
- o álbum de cópias de registros paroquiais e civis de membros cobertos na pesquisa, criado no Picasa com o título Registros Wanderley II, ao qual foram acrescentados mais de cem novos registros, o qual pode se acessado em http://picasaweb.google.com.br/irwanderley/RegistrosWanderleyII?feat=directlink;
- a lista de fontes e referências genealógicas da pesquisa apresentada no site http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/FontesFamiliaWanderley.htm, na qual há links para as imagens dos registros reunidos no álbum do Picasa acima.
- a árvore genealógica que é apresentada no site http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/familiawanderley.htm;
- o álbum de cópias de registros paroquiais e civis de membros cobertos na pesquisa, criado no Picasa com o título Registros Wanderley II, ao qual foram acrescentados mais de cem novos registros, o qual pode se acessado em http://picasaweb.google.com.br/irwanderley/RegistrosWanderleyII?feat=directlink;
- a lista de fontes e referências genealógicas da pesquisa apresentada no site http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/FontesFamiliaWanderley.htm, na qual há links para as imagens dos registros reunidos no álbum do Picasa acima.
terça-feira, 16 de março de 2010
Na falta de fontes primárias, usemos os sonhos...
Ainda sobre as pistas na pesquisa genealógica, relato um fato ocorrido em abril 2007.
Venho há algum tempo procurando a localidade de origem de meus ascendentes portugueses. A minha bisavó, já viúva, imigrou para o Brasil em 1912, trazendo consigo os quatro filhos, dentre eles a minha avó materna. Não apresentaram passaportes quando do registro de estrangeiro efetuado entre 1939-1942. Além disso, na data da chegada ao Brasil, não encontrei qualquer registro nos microfilmes da hospedaria do AN. A única informação que obtive na família e que aparece nos prontuários do AN sobre a origem deles é o Distrito de Vila Real. O Distrito de Vila Real tem 14 concelhos, 268 freguesias e cada freguesia pode conter até seis povoações. Assim, partindo, apenas, do distrito, a busca envolveria mais de mil povoações, ou seja, missão impossível. Mas aí, veio a intervenção do imponderável. Recebi, nesse último final de semana, um telefonema de uma prima de minha mãe, uma senhora já octogenária, filha de um irmão da minha avó, que me contou que teve um sonho pelo qual soube que a origem dos nossos ascestrais era Sobrados. Na falta de fontes primárias, usemos os sonhos... Iniciei, imediatamente, uma pesquisa na internet para localizar Sobrados no território português. Não achei qualquer concelho ou freguesia com esse nome. Forcei a pesquisa no idioma inglês e aí apareceu um site que contém campos de pouso ao redor do mundo e nele achei Sobrados com a indicação do distrito de Vila Real e as coordenadas geográficas. Plotei as coordenadas no Google Earth e pude ver que Sobrados se situava no extremo sul do distrito. Fiz uma seleção dentre os diversos concelhos do distrito de Vila Real para identificar àqueles que se situavam no extremo sul do distrito. Restaram quatro concelhos. Plotei os quatro concelhos no Google Earth e descobri que o campo de pouso de Sobrados ficava dentro do concelho de Sabrosa. Busquei dentre as freguesias de Sabrosa àquela que conteria uma povoação com o nome de Sobrados. Achei Passos! Mandei, no domingo mesmo, um email para o Arquivo Distrital de Vila Real pedindo a pesquisa no local identificado. Recebi, às 11 h 44 min de hoje, a resposta de que os registros foram encontrados. There are more things in heaven and earth, Horatio, than are dreamt of in your philosophy. William Shakespeare, The Tragedy of Hamlet, Prince of Denmark, Act I.
Venho há algum tempo procurando a localidade de origem de meus ascendentes portugueses. A minha bisavó, já viúva, imigrou para o Brasil em 1912, trazendo consigo os quatro filhos, dentre eles a minha avó materna. Não apresentaram passaportes quando do registro de estrangeiro efetuado entre 1939-1942. Além disso, na data da chegada ao Brasil, não encontrei qualquer registro nos microfilmes da hospedaria do AN. A única informação que obtive na família e que aparece nos prontuários do AN sobre a origem deles é o Distrito de Vila Real. O Distrito de Vila Real tem 14 concelhos, 268 freguesias e cada freguesia pode conter até seis povoações. Assim, partindo, apenas, do distrito, a busca envolveria mais de mil povoações, ou seja, missão impossível. Mas aí, veio a intervenção do imponderável. Recebi, nesse último final de semana, um telefonema de uma prima de minha mãe, uma senhora já octogenária, filha de um irmão da minha avó, que me contou que teve um sonho pelo qual soube que a origem dos nossos ascestrais era Sobrados. Na falta de fontes primárias, usemos os sonhos... Iniciei, imediatamente, uma pesquisa na internet para localizar Sobrados no território português. Não achei qualquer concelho ou freguesia com esse nome. Forcei a pesquisa no idioma inglês e aí apareceu um site que contém campos de pouso ao redor do mundo e nele achei Sobrados com a indicação do distrito de Vila Real e as coordenadas geográficas. Plotei as coordenadas no Google Earth e pude ver que Sobrados se situava no extremo sul do distrito. Fiz uma seleção dentre os diversos concelhos do distrito de Vila Real para identificar àqueles que se situavam no extremo sul do distrito. Restaram quatro concelhos. Plotei os quatro concelhos no Google Earth e descobri que o campo de pouso de Sobrados ficava dentro do concelho de Sabrosa. Busquei dentre as freguesias de Sabrosa àquela que conteria uma povoação com o nome de Sobrados. Achei Passos! Mandei, no domingo mesmo, um email para o Arquivo Distrital de Vila Real pedindo a pesquisa no local identificado. Recebi, às 11 h 44 min de hoje, a resposta de que os registros foram encontrados. There are more things in heaven and earth, Horatio, than are dreamt of in your philosophy. William Shakespeare, The Tragedy of Hamlet, Prince of Denmark, Act I.
A fotografia do meu trisavô
Meu trisavô, Angelo Marco Viviani, imigrou de Fornovolasco, Vergemoli, Lucca, Itália, para o Brasil, desembarcando do vapor La France, no porto do Rio de Janeiro, em 6 de julho de 1878. Passou, primeiramente, por São José do Picu, hoje Itamonte, no sul de Minas, e se estabeleceu em São Gonçalo do Sapucaí, Minas Gerais. Em 27 de maio de 1879, desembarcaram do vapor América, no Porto do Rio de Janeiro, minha trisavó, Maria Santina Papini, e duas filhas, Maria Domenica Carlotta Viviani e Maria Adele Elena Viviani. Em São Gonçalo do Sapucaí, onde o meu trisavô era negociante de tecidos, nasceram, além da minha bisavó Maria Viviani, Marcolina, Américo e Isolina. Meu trisavô deixou vasta descendência em São Gonçalo do Sapucaí. Em 1909, já viúvo de minha trisavó, contraiu segundas núpcias com a italiana, e também viúva, Maria Rosa Enricheta Toti e o casal retornou para Fornovolasco, onde meu trisavô faleceu em 21 de junho de 1909, aos 82 anos, sendo sepultado no cemitério local. Rosa Toti, a segunda esposa de meu trisavô, era viúva de Pietro Paolo Giannini, e sua filha Marianna Eletta Giannini junto com o marido Giovanni Battista Luigi Giannini residiram no Brasil, em Muzambinho, Minas Gerais, durante algum tempo por volta do ano 1897, quando nasceu seu filho Giovanni detto Pietro Giannini. Eu encontrei no livro Thirty-Eight Cousins from Italy, da genealogista norte americana Janet Marie Pisenti, que é sobrinha bisneta de meu trisavô, Angelo Marco Viviani, uma referência a Rosa Toti e várias fotografias cedidas por sua bisneta, Alice Giannini, à autora. A referência informa que Pietro e o irmão Angelo Giannini, filhos de Marianna, foram criados pela avó, em Fornovolasco, até o início da adolescência. Esse é, exatamente, o período em que meu trisavô já estava casado com Rosa Toti e vivendo em Fornovolasco. Imaginei, então, que a bisneta de Rosa Toti, que contribuiu com informações e fotografias para o livro de Janet Pisenti, poderia ter informações sobre o meu trisavô e, quiçá, até uma fotografia dele. Resolvi, então, entrar em contato com a autora do livro para saber se ela ainda tinha as informações de contato com Alice Giannini, filha de Angelo Giannini e bisneta de Rosa Toti. A autora me forneceu as informações que ainda possuia, embora os contatos com Alice Giannini tenham sido feitos há mais de 20 anos. Escrevi para Alice Giannini pouco antes do último Natal e contei a minha história e a minha expectativa de que, talvez, ela pudesse ter uma fotografia de meu trisavô. Para minha grande satisfação recebi, às vésperas do Natal, como um presente, um email de Alice Giannini informado que tinha a fotografia que eu tanto desejada e que a enviaria para mim por carta. No início de fevereiro passado recebi a fotografia, a qual já incluí na árvore genealógica que mantenho no site das famílias Viviani e Papini, no endereço http://www.irwanderley.eng.br/vivianipapini/familiasvivianipapini.htm. A pesquisa genealógica é um desafio e não podemos descartar quaisquer pistas, por mais improváveis que sejam as chances de se encontar alguma informação de interesse, porque, quiçá, ela pode levar à informação que você mais busca.
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