terça-feira, 16 de março de 2010
A fotografia do meu trisavô
Meu trisavô, Angelo Marco Viviani, imigrou de Fornovolasco, Vergemoli, Lucca, Itália, para o Brasil, desembarcando do vapor La France, no porto do Rio de Janeiro, em 6 de julho de 1878. Passou, primeiramente, por São José do Picu, hoje Itamonte, no sul de Minas, e se estabeleceu em São Gonçalo do Sapucaí, Minas Gerais. Em 27 de maio de 1879, desembarcaram do vapor América, no Porto do Rio de Janeiro, minha trisavó, Maria Santina Papini, e duas filhas, Maria Domenica Carlotta Viviani e Maria Adele Elena Viviani. Em São Gonçalo do Sapucaí, onde o meu trisavô era negociante de tecidos, nasceram, além da minha bisavó Maria Viviani, Marcolina, Américo e Isolina. Meu trisavô deixou vasta descendência em São Gonçalo do Sapucaí. Em 1909, já viúvo de minha trisavó, contraiu segundas núpcias com a italiana, e também viúva, Maria Rosa Enricheta Toti e o casal retornou para Fornovolasco, onde meu trisavô faleceu em 21 de junho de 1909, aos 82 anos, sendo sepultado no cemitério local. Rosa Toti, a segunda esposa de meu trisavô, era viúva de Pietro Paolo Giannini, e sua filha Marianna Eletta Giannini junto com o marido Giovanni Battista Luigi Giannini residiram no Brasil, em Muzambinho, Minas Gerais, durante algum tempo por volta do ano 1897, quando nasceu seu filho Giovanni detto Pietro Giannini. Eu encontrei no livro Thirty-Eight Cousins from Italy, da genealogista norte americana Janet Marie Pisenti, que é sobrinha bisneta de meu trisavô, Angelo Marco Viviani, uma referência a Rosa Toti e várias fotografias cedidas por sua bisneta, Alice Giannini, à autora. A referência informa que Pietro e o irmão Angelo Giannini, filhos de Marianna, foram criados pela avó, em Fornovolasco, até o início da adolescência. Esse é, exatamente, o período em que meu trisavô já estava casado com Rosa Toti e vivendo em Fornovolasco. Imaginei, então, que a bisneta de Rosa Toti, que contribuiu com informações e fotografias para o livro de Janet Pisenti, poderia ter informações sobre o meu trisavô e, quiçá, até uma fotografia dele. Resolvi, então, entrar em contato com a autora do livro para saber se ela ainda tinha as informações de contato com Alice Giannini, filha de Angelo Giannini e bisneta de Rosa Toti. A autora me forneceu as informações que ainda possuia, embora os contatos com Alice Giannini tenham sido feitos há mais de 20 anos. Escrevi para Alice Giannini pouco antes do último Natal e contei a minha história e a minha expectativa de que, talvez, ela pudesse ter uma fotografia de meu trisavô. Para minha grande satisfação recebi, às vésperas do Natal, como um presente, um email de Alice Giannini informado que tinha a fotografia que eu tanto desejada e que a enviaria para mim por carta. No início de fevereiro passado recebi a fotografia, a qual já incluí na árvore genealógica que mantenho no site das famílias Viviani e Papini, no endereço http://www.irwanderley.eng.br/vivianipapini/familiasvivianipapini.htm. A pesquisa genealógica é um desafio e não podemos descartar quaisquer pistas, por mais improváveis que sejam as chances de se encontar alguma informação de interesse, porque, quiçá, ela pode levar à informação que você mais busca.
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