sábado, 27 de março de 2010

Genealogia da Família Wanderley

Acabo de atualizar os sites onde aparesento os resultados das pesquisas que venho realizando sobre a genealogia da família Wanderley. Foram atualizadas:

-  a árvore genealógica que é apresentada no site http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/familiawanderley.htm;

- o álbum de cópias de registros paroquiais e civis de membros cobertos na pesquisa, criado no Picasa com o título Registros Wanderley II, ao qual foram acrescentados mais de cem novos registros, o qual pode se acessado em http://picasaweb.google.com.br/irwanderley/RegistrosWanderleyII?feat=directlink;

- a lista de fontes e referências genealógicas da pesquisa apresentada no site http://www.irwanderley.eng.br/familiawanderley/FontesFamiliaWanderley.htm, na qual há links para as imagens dos registros reunidos no álbum do Picasa acima.

terça-feira, 16 de março de 2010

Na falta de fontes primárias, usemos os sonhos...

Ainda sobre as pistas na pesquisa genealógica, relato um fato ocorrido em abril 2007.

Venho há algum tempo procurando a localidade de origem de meus ascendentes portugueses. A minha bisavó, já viúva, imigrou para o Brasil em 1912, trazendo consigo os quatro filhos, dentre eles a minha avó materna. Não apresentaram passaportes quando do registro de estrangeiro efetuado entre 1939-1942. Além disso, na data da chegada ao Brasil, não encontrei qualquer registro nos microfilmes da hospedaria do AN. A única informação que obtive na família e que aparece nos prontuários do AN sobre a origem deles é o Distrito de Vila Real. O Distrito de Vila Real tem 14 concelhos, 268 freguesias e cada freguesia pode conter até seis povoações. Assim, partindo, apenas, do distrito, a busca envolveria mais de mil povoações, ou seja, missão impossível. Mas aí, veio a intervenção do imponderável. Recebi, nesse último final de semana, um telefonema de uma prima de minha mãe, uma senhora já octogenária, filha de um irmão da minha avó, que me contou que teve um sonho pelo qual soube que a origem dos nossos ascestrais era Sobrados. Na falta de fontes primárias, usemos os sonhos... Iniciei, imediatamente, uma pesquisa na internet para localizar Sobrados no território português. Não achei qualquer concelho ou freguesia com esse nome. Forcei a pesquisa no idioma inglês e aí apareceu um site que contém campos de pouso ao redor do mundo e nele achei Sobrados com a indicação do distrito de Vila Real e as coordenadas geográficas. Plotei as coordenadas no Google Earth e pude ver que Sobrados se situava no extremo sul do distrito. Fiz uma seleção dentre os diversos concelhos do distrito de Vila Real para identificar àqueles que se situavam no extremo sul do distrito. Restaram quatro concelhos. Plotei os quatro concelhos no Google Earth e descobri que o campo de pouso de Sobrados ficava dentro do concelho de Sabrosa. Busquei dentre as freguesias de Sabrosa àquela que conteria uma povoação com o nome de Sobrados. Achei Passos! Mandei, no domingo mesmo, um email para o Arquivo Distrital de Vila Real pedindo a pesquisa no local identificado. Recebi, às 11 h 44 min de hoje, a resposta de que os registros foram encontrados. There are more things in heaven and earth, Horatio, than are dreamt of in your philosophy. William Shakespeare, The Tragedy of Hamlet, Prince of Denmark, Act I.

A fotografia do meu trisavô

Meu trisavô, Angelo Marco Viviani, imigrou de Fornovolasco, Vergemoli, Lucca, Itália, para o Brasil, desembarcando do vapor La France, no porto do Rio de Janeiro, em 6 de julho de 1878. Passou, primeiramente, por São José do Picu, hoje Itamonte, no sul de Minas, e se estabeleceu em São Gonçalo do Sapucaí, Minas Gerais. Em 27 de maio de 1879, desembarcaram do vapor América, no Porto do Rio de Janeiro, minha trisavó, Maria Santina Papini, e duas filhas, Maria Domenica Carlotta Viviani e Maria Adele Elena Viviani. Em São Gonçalo do Sapucaí, onde o meu trisavô era negociante de tecidos, nasceram, além da minha bisavó Maria Viviani, Marcolina, Américo e Isolina. Meu trisavô deixou vasta descendência em São Gonçalo do Sapucaí. Em 1909, já viúvo de minha trisavó, contraiu segundas núpcias com a italiana, e também viúva, Maria Rosa Enricheta Toti e o casal retornou para Fornovolasco, onde meu trisavô faleceu em 21 de junho de 1909, aos 82 anos, sendo sepultado no cemitério local. Rosa Toti, a segunda esposa de meu trisavô, era viúva de Pietro Paolo Giannini, e sua filha Marianna Eletta Giannini junto com o marido Giovanni Battista Luigi Giannini residiram no Brasil, em Muzambinho, Minas Gerais, durante algum tempo por volta do ano 1897, quando nasceu seu filho Giovanni detto Pietro Giannini. Eu encontrei no livro Thirty-Eight Cousins from Italy, da genealogista norte americana Janet Marie Pisenti, que é sobrinha bisneta de meu trisavô, Angelo Marco Viviani, uma referência a Rosa Toti e várias fotografias cedidas por sua bisneta, Alice Giannini, à autora. A referência informa que Pietro e o irmão Angelo Giannini, filhos de Marianna, foram criados pela avó, em Fornovolasco, até o início da adolescência. Esse é, exatamente, o período em que meu trisavô já estava casado com Rosa Toti e vivendo em Fornovolasco. Imaginei, então, que a bisneta de Rosa Toti, que contribuiu com informações e fotografias para o livro de Janet Pisenti, poderia ter informações sobre o meu trisavô e, quiçá, até uma fotografia dele. Resolvi, então, entrar em contato com a autora do livro para saber se ela ainda tinha as informações de contato com Alice Giannini, filha de Angelo Giannini e bisneta de Rosa Toti. A autora me forneceu as informações que ainda possuia, embora os contatos com Alice Giannini tenham sido feitos há mais de 20 anos. Escrevi para Alice Giannini pouco antes do último Natal e contei a minha história e a minha expectativa de que, talvez, ela pudesse ter uma fotografia de meu trisavô. Para minha grande satisfação recebi, às vésperas do Natal, como um presente, um email de Alice Giannini informado que tinha a fotografia que eu tanto desejada e que a enviaria para mim por carta. No início de fevereiro passado recebi a fotografia, a qual já incluí na árvore genealógica que mantenho no site das famílias Viviani e Papini, no endereço http://www.irwanderley.eng.br/vivianipapini/familiasvivianipapini.htm. A pesquisa genealógica é um desafio e não podemos descartar quaisquer pistas, por mais improváveis que sejam as chances de se encontar alguma informação de interesse, porque, quiçá, ela pode levar à informação que você mais busca.